...ele chegou, um pouquinho depois da hora e arrancou bem devagarinho... nem de propósito, com a minha preferida...
o meu amor tem lábios de silêncio e mãos de bailarina e voa como o vento
e abraça-me onde a solidão termina
o meu amor tem trinta mil cavalos a galopar no peito e um sorriso só dela
que nasce quando a seu lado me deito
o meu amor ensinou-me a chegar sedento de ternura, sarou as feridas
e pôs-me a salvo p'ra além da loucura
o meu amor ensinou-me a partir nalguma noite triste mas antes ensinou-me
a não esquecer que o meu amor existe


não sei o que há com este senhor, mas é qualquer coisa de inexplicável o que ele consegue transmitir com algumas músicas.
e ele seguia, ele e a sua banda (apontou ele para trás, onde não estava ninguém!). Ele não precisa de banda, basta-se a ele próprio, com uma achega das teclas do piano e das cordas da guitarra. Ah esquecia, e o copo de vinho! Já que tem a fama... porque não se servir do proveito??
entretanto,chega o filho, Vicente, que vi pela primeira vez no Porto Sounds deste ano (1ºs post's deste blog!). Herdou o talento na música. Nem se notou a diferença ao teclado ou na guitarra. Só não puxa ao pai no cabelo e na irreverência... (vamos dar-lhe tempo! também ninguém quer um Mikael Palma...)

seguiram-se o Tempo dos assassinos, Bairro do amor, Espécie de Vampiro, Maçã de junho, Frágil, Só, Canção de lisboa, Terra dos sonhos, Estrela do Mar (outra perfeita!), Jeremias o Fora da lei, A gente vai continuar (...) e claro o hit do momento Encosta-te a mim
e porque foram duas horas de concerto, a boca ficou seca....
É o Jorge Palma!!
(simplesmente genial...)

(©silvia.magalhaes)