sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

#5 Dos génios e dos loucos I

Mangue do Ceará (©silvia.magalhaes)


se seria um génio ou um louco, não lhe cabia a ele decidir. ser humanamente frágil, ou uma carapaça fechada a emoções, tampouco. sobre todas as ondas vindas do mar, nenhuma lhe traria essa sabedoria. ele era consciente da sua incapacidade de atingir tal verdade. mas a consciência dessa eterna ignorância matava-o dia a dia. como eliminar essa consciência, como se livrar desse peso. essa era ainda uma meta mais difícil de atingir.

"vive cada instante de modo a adorá-lo"

impossível racionalizar a todo o instante. isso não seria viver mas programar uma vivência. génio por ver mais além. louco por alimentar e cultivar esse alter-ego. miserável por não conseguir livrar-de desse martírio.

gostaria de ser como as papoilas. sorridentes, cheirosas, exalando harmonia e a paz de espírito. a natureza consegue oferecer um pouco dessa paz a todos os seres que nela habitam. elas estão completamente conformadas e felizes no meio que lhes foi dado.

"torna-te quem tu és"
´

ele não era decididamente uma papoila.
(escrito no moleskine a 06/11/2006)

"assim como ossos, carne, intestinos e vasos sanguíneos estão encerrados numa pele que torna a visão do homem suportável, também as agitações e paixões da alma estão envolvidas pela vaidade: ela é a pele da alma."
(in "Quando Nietzsche chorou")

1 comentário:

Anónimo disse...

quanta filosofia hoje heim... ;p